Foi com esta pergunta que surgiu a segunda teoria para explicar a personalidade. Nesta tinha-se em conta tudo aquilo a que o ser humano é sujeito: todos os factores bióticos (genes) e abióticos (meio que o rodeia). Segundo esta teoria, a personalidade era um conjunto de características herdadas geneticamente que depois seriam moldadas conforme as experiências vividas pelo indivíduo.
Assim, elaborou-se a seguinte definição para personalidade:
“Personalidade é a organização dinâmica dos traços no interior do eu, formados a partir dos genes particulares que herdamos, das existências singulares que experimentamos e das percepções individuais que temos do mundo, capazes de tornar cada individuo único na sua maneira de ser, sentir e desempenhar o seu papel social.”
Do ponto de vista psicológico, a personalidade consiste em todos os actos, comportamentos, pensamentos e sentimentos vividos pelo sujeito. Tudo isto tendo em conta a segunda teoria referida anteriormente.
Todas as pessoas têm uma personalidade, mas será que esta tem alguma característica específica? Existem vários tipos de personalidade, tais como: personalidade psicopática, introvertida, borderline e criminosa. Estas são aquelas que resultam de transtornos da personalidade. Estes transtornos consistem em alterações permanentes no que toca ao modo de viver das pessoas que as sofrem. Como exemplo, podemos dizer que o ego de uma pessoa sem transtornos é normal enquanto que a que tem transtornos possui um ego anomalístico.
Destas quatro personalidades, apenas nos interessam duas: personalidade criminosa e psicopática.